Como serei quando crescer…

•março 16, 2010 • Deixe um comentário

Há uns dias atrás, uma amiga me veio perguntando se eu cumpri com a expectativa de vida de quando eu era criança.

Ela comentou que seus sonhos foram frustrados, aquilo que ela pensava que teria agora, ela não conquistou.

Talvez quando somos crianças, nós sejamos muito ingênuos? A realidade é completamente diferente do que pensamos quando somos crianças? Será que isso é só quando somos crianças? Seria melhor, então, não ter sonhos, para que nossos sonhos não sejam frustrados, já que não o temos mesmo?

Sonhos, expectativas, desejos, planos…

Penso que tudo isso é sim necessário, são nossas esperanças, nossas metas. Realmente quando não os conquistamos, ficamos frustrados, porém se não temos planos nenhum, se vivemos sem nenhum propósito, para que vivemos? Qual o sentido de viver?

Talvez seu sonho seja ganhar muito dinheiro e ser rico, ou talvez se casar e formar uma família, passar no vestibular, trabalhar e ganhar o suficiente para viver bem e confortavelmente, ser popular, ser famosa?

Temos muitos desses e muitos outros sonhos, mas e depois que se conquista ou quando tal sonho é impossível? Você se frustra ou se alegra, persiste em alcançá-lo ou já inventa outro sonho?

Mas e depois de morrermos, de que adiantará tudo isso?

Continua…

Meu “Grande Retorno”

•março 16, 2010 • Deixe um comentário

(Continuação de “Minha ‘Grande Tristeza’ “)

Como contei, eu tenho um grande amigo o qual conheci no acampamento, que era monitor de outro quarto em 2003.

No final de 2008 ele teve depressão e eu estive por perto, acompanhando-o. Ele estava muito mal, mas já conhecia a doença por já ter tido pessoas próximas com a mesma doença. Lembro-me que ele apesar de estar triste e mal, ele lutava contra isso e continuava com sua vida, suportando a dor. Em 2009 ele já estava se tratando com psicoterapia e medicamento tarja preta e eu sabia.

Durante todo aquele meu sofrimento(enquanto o pensamento de suicídio ainda estava no princípio), consegui forças para ir encontrá-lo, pois desde antes ele era como um discipulador, um amigo que tinha muito conhecimento para compartilhar e na época era muito difícil de encontrá-lo.

Ele me conhecia bem e lhe contei tudo o que estava passando e ele me disse que talvez fosse depressão e que eu deveria ir a um psiquiatra para que fosse analisado.

Não tinha força para contar nada disso aos meus pais, pois nunca havia me aberto muito com eles, pensava que tinha para contar à minha irmã quando voltasse, mas mesmo quando voltou não consegui. Não conseguia pedir para que me levassem ao psiquitra nem ao psicólogo. Enquanto isso o tempo passava e só sentia dor e mais dor.

De alguma forma pela preocupação e apoio daquele meu grande amigo, de grandes amigos do colégio e da minha família, estava um pouco menos pior que na época do auge da dor e de pensamentos de suicídio.

Dizem que quando a pessoa resolve virar com o jogo da depressão que ele pode acabar se suicidando, talvez fosse isso?

Já era meio de junho, de repente meus pais vieram com uma oferta de eu ir encontrar um velho amigo dos meus pais e que conheço desde criança como um tio. Ele é psicólogo. Fiquei realmente grato com isso, mas ainda sim inseguro se aquilo funcionaria e se meus pais iam ficar sabendo de tudo. Vinha orando pedindo a Deus que eu pudesse melhorar e que pudesse ir a um psiquiatra ou psicólogo, mas eu nunca tive força nem ao menos de ir falar com meus pais, que ficavam tentando deduzir o que se passava comigo, já que eu nao abria a boca.

Acabei por aceitando, mas fiquei meio fechado nas primeiras consultas em julho, mas de de algum jeito, embora muito aos poucos, estava ficando menos pior. Por um pedido de uma amiga, acabei me inscrevendo para um Campanha, onde se evangelizava usando coreografias de danças, street e teatro, porém ela nem foi haha e eu acabei indo.

Minha expectativa era que iria ser uma decepção naquele meu estado. Porém apesar de tudo, acabou por ser muito bom, conseguir deixar um pouco de lado a depressão, as dores e as preocupações e seguir em frente durante os 10 dias.

Voltei da Campanha e as dores voltaram, porém eu sentia que estava melhorando. Continuei as consultas com o psicólogo e fui melhorando graduativamente. Janeiro desse ano(2010), senti que estava ainda uns 75% do que era antes da depressão, da época de janeiro de 2009, porém eu aprendi muito com tudo aquilo e com certeza cresci mais uns 25% além dos 100% de antes, o que daria 125%, porém ainda faltava os 25% de antes.

Hoje acho que eu estou uns 90%, porém cresci por volta de mais 35%. Apesar de toda aquela dor, de ter perdido quase todo o ano e muitas outras coisas, além de tudo aquilo ter causado uma enorme cicatriz na minha vida, não acho que foi totalmente ruim, afinal, cresci muito mais do que cresceria se isso não acontecesse. Perdi muito, mas ganhei muito em outras coisas.

A vida é uma guerra, mesmo que você perca a batalha, perca tudo, ainda sim pode vencer a guerra e ganhar muito mais depois.

Uma experiência inesquecível, a qual eu não entenderia se não passasse por ela. Tenho coisas ainda a retomar e preciso me esforçar, mas não daria tanto valor a algumas coisas se não os tivesse perdido.

Hoje estou feliz, muitas coisas vem se ajeitando mesmo que aos poucos. Posso ver a mão de Deus, o Pai em tudo. Ele permitiu aquilo acontecer, mesmo sabendo que eu sofreria, mas permitiu para meu crescimento, para eu parar de confiar apenas na minha força, para me preparar para o virá a acontecer. Estaria mentindo que quem crê em Deus tem uma vida sem nenhum problema. Mas posso confirmar que quem crê em Deus e vive uma vida dedicada a Ele, terá uma vida que, apesar de problemas e situações de grande tristeza, superará qualquer circunstância adversa e terá a verdadeira alegria.

Não tenho o poder para que as coisas aconteçam do meu jeito e não vou mais ficar me frustrando por causa disso. Não vou guardar todas as angústias e rancores em mim. Vou liberá-las, desabafar com amigos e perdoar as pessoas.

Minha “Grande Tristeza”

•março 16, 2010 • Deixe um comentário

(Continuação de “Minha ‘Grande Felicidade’ “)

Foi logo após este momento de alegria, de acreditar em mim mesmo e superar os traumas que aconteceu…

Naquela época minha família estava com muitos problemas, entre eles as brigas, todos brigavam o tempo todo. Meus pais, meu irmão, eu e depois também minha irmã(de dez08 a jun09 minha irmã estava no Japão). Das mais variadas formas, pelos mais toscos motivos. Eu estava numa época de muito stress pois estudava de manhã e de tarde, tendo trabalhos e seminários que necessitavam que eu passasse madrugadas e madrugadas para terminá-lo, estudando pras provas somente durante as aulas, nos almoços e 5mins. antes das provas.

Com os problemas acumulando na minha cabeça, com o stress da minha rotina e com a péssima qualidade de vida(fácil de se ter em SP) acabei surtando. Já tive uma crise de enxaqueca por 1 bimestre inteiro no final de 2007, mas dessa vez de alguma forma perdi todas minhas forças e ânimo para fazer qualquer coisa, por menor que fosse e fiquei extremamente sensível às circunstâncias ruins.

Não sabia o que estava acontecendo, tudo parecia branco e preto, sem cor, sem gosto. Minha cabeça estava lotada de problemas, não cabia mais nada. E os problemas e as decepções comigo mesmo só aumentavam, pois não conseguia fazer mais nada. Onde estava toda aquela minha força, alegria, capacidade que eu tinha em janeiro daquele mesmo ano?

Eu não sabia. Só sabia que eu era um fraco, inútil, um tropeço para a vida dos outros, uma decepção para minha própria família, só trazia mais sofrimento e problema para os que estavam à minha volta.

Chegou um momento que eu não saia de casa, me isolei sem saber por quê. Logo depois, não saia nem da minha cama, pois não tinha nenhum ânimo pra comer nem pra fazer nada, tinha medo de causar ainda mais tristeza para minha casa. Meus pais se preocupavam extremamente comigo, mas de nada adiantava, não conseguia fazer nada, apenas deixá-los mais preocupados e mais tristes. Não suportava mais aquilo, queria mudar mas não conseguia, ao invés disso só cavava ainda mais meu poço. Eu chingava Deus por tudo aquilo e cheguei a achar que Ele não se preocupava mais comigo ou talvez não existisse, apesar de tudo o que Ele já fez na minha vida e ter tido a certeza de Sua existência.

Amaldiçoei tudo à minha volta, pois queria apenas paz, queria voltar a sentir a alegria e de ter aquela auto-confiança que conquistei em janeiro. Mas não conseguia nada, apenas mais dor.

Aquilo era realmente sacrificante para mim. A vida não valia de mais nada. Preferia morrer. Morrer me pareceu o meio mais fácil de me livrar de tudo aquilo e parar de causar aquele sofrimento a todos.

Suicídio…era tudo o que vinha a minha cabeça. Pensei nos mais diversos modos de fazê-lo. A forma de causar menos dor à minha família. Mas a forma de causar mais dor, nos momentos de raiva por algum deles.

Quando não tinha ninguém em casa para me impedir(afinal minha família tinha sua vida social e suas obrigações, exceto eu que deixara tudo para trás), chegava muito perto de me suicidar, até que algo me parava. Pensava que eu era um fraco, tinha medo de me suicidar, mas não…não sabia o que era, apenas que eu parava, caia no chão e começava a chorar e corria pro meu cantinho na minha cama, onde me parecia ter um pouquinho menos de dor.

Continua…

Minha “Grande Felicidade”

•março 16, 2010 • Deixe um comentário

2009…

Em janeiro de 2009 eu vivi um dos meus momentos mais alegres, superei alguns traumas, fui de alguma incrivelmente útil.

Em janeiro de 2003, tinha 11 anos, fui a um acampamento em Panorama – SP, na divisa com MS e muito próximo de PR, na época eu era bem dependente de meus pais e extremamente tímido. Passei 6 dias isolado em meio a mais de 80 outras crianças(não lembro direito quantos eram, mas sei que eram mais que 80) de idade entre 6 e 12 anos, fora pessoas da equipe. Em todo acampamento conheci apenas meus 2 monitores e mais um monitor de outro quarto com o qual passei quase todo o final do acampamento e de quem tenho até hoje uma grande amizade e tem sido um dos meus melhores amigos. Porém, ainda sim, aquele acampamento, no qual foi a primeira vez que fui e única até ir novamente em 2009, foi muito marcante pra mim, me deixou bem traumatizado. Naquele ano, além de eu ficar sozinho por quase todo o tempo sem saber o que fazer, a ala em que estava inundou.

Uns anos após este descrito acima, comecei a me esforçar pra ser menos tímido(e venho me esforçando até hoje), minha amizade com o monitor de outro quarto que conheci no acampamento também cresceu e no final de 2008 ele me convidou para ir de equipe para o mesmo acampamento, o mesmo do qual tinha traumas, mas acabei indo com a convicção de vencer esses traumas. Passei 3 semanas lá…

Na 1º estive sendo treinado para a equipe, na 2º fui monitor de crianças de 10~13 anos e na 3º fui monitor de adolescentes de 13~14 anos.

Tudo foi uma beleza, apesar de uns problemas ou outros foi muito bom, conheci quase toda a equipe e além de meus acampantes, conheci muitos outros e pude começar a acreditar em mim mesmo e na minha capacidade de fazer as coisas.

Continua…

Welcome to Walking by the Way’s Blog

•março 4, 2010 • Deixe um comentário

No nosso dia-a-dia,  caminhamos o tempo todo, seja indo para o trabalho, faculdade, colégio, shopping, casa de alguém ou seja voltando para nossos lares.

Trabalhamos, estudamos ou fazemos qualquer outra coisa durante nossos dias e tudo o que queremos é voltar para nossos lares(quando podemos chamá-lo de lar) ao fim do dia para descansar.

Acabamos por nos estressar com coisas banais e precisamos desestressar de alguma forma. Às vezes não temos tempo para nos divertir ou curtir a vida, pois estamos ocupados com o trabalho e outras atividades. Outras, sentimos um vazio dentro de nós e tentamos preenche-lo com jogos, amizades, atividades, bebidas, drogas, trabalho e etc., porém o vazio sempre volta não é mesmo?

Agora lhe faço algumas perguntas…

  • Qual o motivo de você fazer tudo isso?
  • Qual o caminho que você escolheu para sua vida?
  • Para onde esse caminho que você escolheu está te levando e te levará futuramente?
  • Será esse o melhor caminho?
  • Qual é sua razão de viver?

Criei este blog meio que como um desabafo das minhas próprias angústias, dos meus questionamentos sobre tudo, dos meus pensamentos e sentimentos.

Talvez o que você leia neste blog lhe ajude em algo, talvez não. Talvez você obtenha algumas respostas a partir daqui ou talvez você não concorde com algumas coisas.

Não sei,  cada um tem sua vida, porém apesar de vivenciarmos situações diferentes, muitas das nossas preocupações, questionamentos e angústias são parecidas.

Dessa forma, convido-lhe para ler este blog e participar dos meus pensamentos mais profundos transformados em palavras. o/