Minha “Grande Tristeza”

(Continuação de “Minha ‘Grande Felicidade’ “)

Foi logo após este momento de alegria, de acreditar em mim mesmo e superar os traumas que aconteceu…

Naquela época minha família estava com muitos problemas, entre eles as brigas, todos brigavam o tempo todo. Meus pais, meu irmão, eu e depois também minha irmã(de dez08 a jun09 minha irmã estava no Japão). Das mais variadas formas, pelos mais toscos motivos. Eu estava numa época de muito stress pois estudava de manhã e de tarde, tendo trabalhos e seminários que necessitavam que eu passasse madrugadas e madrugadas para terminá-lo, estudando pras provas somente durante as aulas, nos almoços e 5mins. antes das provas.

Com os problemas acumulando na minha cabeça, com o stress da minha rotina e com a péssima qualidade de vida(fácil de se ter em SP) acabei surtando. Já tive uma crise de enxaqueca por 1 bimestre inteiro no final de 2007, mas dessa vez de alguma forma perdi todas minhas forças e ânimo para fazer qualquer coisa, por menor que fosse e fiquei extremamente sensível às circunstâncias ruins.

Não sabia o que estava acontecendo, tudo parecia branco e preto, sem cor, sem gosto. Minha cabeça estava lotada de problemas, não cabia mais nada. E os problemas e as decepções comigo mesmo só aumentavam, pois não conseguia fazer mais nada. Onde estava toda aquela minha força, alegria, capacidade que eu tinha em janeiro daquele mesmo ano?

Eu não sabia. Só sabia que eu era um fraco, inútil, um tropeço para a vida dos outros, uma decepção para minha própria família, só trazia mais sofrimento e problema para os que estavam à minha volta.

Chegou um momento que eu não saia de casa, me isolei sem saber por quê. Logo depois, não saia nem da minha cama, pois não tinha nenhum ânimo pra comer nem pra fazer nada, tinha medo de causar ainda mais tristeza para minha casa. Meus pais se preocupavam extremamente comigo, mas de nada adiantava, não conseguia fazer nada, apenas deixá-los mais preocupados e mais tristes. Não suportava mais aquilo, queria mudar mas não conseguia, ao invés disso só cavava ainda mais meu poço. Eu chingava Deus por tudo aquilo e cheguei a achar que Ele não se preocupava mais comigo ou talvez não existisse, apesar de tudo o que Ele já fez na minha vida e ter tido a certeza de Sua existência.

Amaldiçoei tudo à minha volta, pois queria apenas paz, queria voltar a sentir a alegria e de ter aquela auto-confiança que conquistei em janeiro. Mas não conseguia nada, apenas mais dor.

Aquilo era realmente sacrificante para mim. A vida não valia de mais nada. Preferia morrer. Morrer me pareceu o meio mais fácil de me livrar de tudo aquilo e parar de causar aquele sofrimento a todos.

Suicídio…era tudo o que vinha a minha cabeça. Pensei nos mais diversos modos de fazê-lo. A forma de causar menos dor à minha família. Mas a forma de causar mais dor, nos momentos de raiva por algum deles.

Quando não tinha ninguém em casa para me impedir(afinal minha família tinha sua vida social e suas obrigações, exceto eu que deixara tudo para trás), chegava muito perto de me suicidar, até que algo me parava. Pensava que eu era um fraco, tinha medo de me suicidar, mas não…não sabia o que era, apenas que eu parava, caia no chão e começava a chorar e corria pro meu cantinho na minha cama, onde me parecia ter um pouquinho menos de dor.

Continua…

~ por walkingbytheway em março 16, 2010.

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